Campanha de multivacinação segue até 1º de setembro; veja quem deve atualizar a caderneta

A Campanha Nacional de Multivacinação continua em todo o país até o dia 1º de setembro, com foco na atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

A mobilização reúne mais de 20 vacinas previstas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), aplicadas de acordo com a faixa etária, o histórico vacinal e a necessidade de cada pessoa.

Depois do Dia D realizado no último sábado, dia 22, as unidades de saúde continuam recebendo famílias que ainda precisam conferir se há doses pendentes ou reforços atrasados.

Quem deve procurar uma unidade de saúde

A campanha é direcionada principalmente a crianças e adolescentes com menos de 15 anos.

Pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que os profissionais possam verificar quais doses já foram aplicadas e se existe alguma vacina em atraso.

Também é possível consultar informações de vacinação pelo Meu SUS Digital, quando os registros estiverem disponíveis no sistema.

A vacinação é feita de forma seletiva. Isso significa que nem todas as pessoas receberão todas as vacinas disponíveis.

A equipe de saúde avalia o histórico de cada criança ou adolescente e aplica somente as doses necessárias para iniciar, completar ou reforçar o esquema recomendado.

Quais vacinas estão disponíveis

A campanha inclui vacinas destinadas à prevenção de diversas doenças previstas no calendário nacional.

Entre os imunizantes disponíveis estão:

  • BCG;
  • hepatite B;
  • vacina pentavalente;
  • poliomielite inativada;
  • rotavírus;
  • pneumocócicas;
  • meningocócicas;
  • influenza;
  • covid-19;
  • febre amarela;
  • tríplice viral;
  • varicela;
  • DTP;
  • hepatite A;
  • HPV;
  • dengue.

A aplicação depende da idade, da situação vacinal e das recomendações previstas para cada grupo.

Por isso, a avaliação feita na unidade de saúde é importante para evitar doses desnecessárias e garantir que nenhum reforço seja esquecido.

Pneumo 20 estreia na campanha

Uma das novidades deste ano é a presença da vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20.

O imunizante foi incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra diferentes tipos de pneumococo.

Essas bactérias podem causar doenças como pneumonia, meningite e outras infecções, especialmente em crianças pequenas e pessoas pertencentes a determinados grupos de risco.

A indicação da vacina segue critérios definidos pelo Ministério da Saúde e deve ser avaliada pelos profissionais da unidade.

Atenção especial ao sarampo

A vacinação contra o sarampo também ganhou atenção especial durante a campanha.

O Ministério da Saúde reforçou a estratégia de vacinação diante do aumento de casos registrados em outros países das Américas e do risco de casos importados.

Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacinação contra o sarampo foi intensificada para ampliar a proteção da população e reduzir o risco de circulação do vírus.

O Brasil mantém o status de eliminação da circulação endêmica do sarampo, recuperado em 2024, mas a manutenção desse cenário depende de altas coberturas vacinais.

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e faz parte do calendário do SUS.

Por que atualizar a caderneta

Algumas vacinas exigem mais de uma dose para completar a proteção.

Em outros casos, são necessários reforços em determinadas idades.

Por isso, uma criança pode ter iniciado corretamente o esquema vacinal e ainda assim precisar receber uma dose adicional mais tarde.

Quando os reforços são esquecidos, a proteção pode ficar incompleta.

A campanha busca justamente identificar esses casos antes que o atraso aumente.

O processo é simples: o profissional verifica a caderneta, compara os registros com o calendário previsto para a idade e orienta a família sobre o que precisa ser atualizado.

Não é necessário tomar todas as vacinas de uma vez

Um ponto que costuma gerar dúvida entre pais e responsáveis é a quantidade de vacinas disponíveis durante a campanha.

Ter mais de 20 imunizantes disponíveis não significa que cada criança receberá todas essas doses.

A necessidade depende de fatores como idade, vacinas já recebidas, número de doses previstas e eventuais condições específicas.

Em algumas situações, diferentes vacinas podem ser aplicadas na mesma visita, seguindo as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.

A equipe da unidade de saúde é responsável por avaliar cada situação individualmente.

O que levar até a unidade

O ideal é levar a caderneta de vacinação da criança ou do adolescente.

Caso os registros estejam disponíveis digitalmente, eles também podem ser consultados no Meu SUS Digital.

Outros documentos de identificação podem ser solicitados de acordo com a organização do município ou da unidade de atendimento.

Como horários e locais podem variar entre cidades, é recomendável verificar previamente o funcionamento da unidade de saúde mais próxima.

Campanha termina em 1º de setembro

Embora o Dia D tenha concentrado uma grande mobilização nacional, a campanha não terminou no sábado.

As ações seguem até 1º de setembro.

Isso significa que famílias que não conseguiram comparecer durante o Dia D ainda têm tempo para procurar uma unidade de saúde e verificar a situação vacinal.

O objetivo principal não é aumentar indiscriminadamente o número de doses aplicadas, mas identificar crianças e adolescentes com esquemas incompletos e atualizar as vacinas realmente necessárias.

Manter a caderneta em dia ajuda a reduzir o risco de retorno de doenças que já foram controladas no país e protege não apenas quem recebe a vacina, mas também outras pessoas da comunidade.